Livro “Santo Antonio do Pinhal do Sertão a Município” será relançado neste ano



Por Ivy Corazza em 19/07/2017 - 09:23 hs

Uma cidade cheia de história, mas sem histórico. Assim era Santo Antonio do Pinhal até a publicação do livro “Santo Antonio do Pinhal de Sertão a Município 1785-2009”, dos autores Zildo Silva e Jose Marcondes.

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A parceria e amizade da dupla vêm de muitos anos. A idéia de escrever o volume surgiu em uma conversa, na Alemanha, onde ambos moraram por um determinado tempo por motivos de trabalho. “Lá na Europa as reminiscências Pinhalenses apareceram, e durante  um bate-papo notamos que não existia material sobre a cidade, voltei para o Brasil em 2001 e começamos a pesquisa” , conta Zildo que é formado em história e geografia.

Quando começaram elaborar o livro, apareceu a primeira pergunta. Onde resgatar informações se não existem registros? O ponto de partida  foram os documentos  da própria família, como os registros do avô do Jose Marcondes, um dos emancipadores e o primeiro Presidente da Câmara, de Santo Antonio do Pinhal . Ali se dividiram, Zildo se voltou para as fotos do município e  o José para os documentos. Posteriormente foram juntando informações colhidas inclusive com  famílias antigas, através da transmissão oral.

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Além de ouvir esses moradores, os autores foram até a Igreja Católica e descobriram um acervo rico em informações . Outro local importante para a montagem do “quebra-cabeça” foi o Cartório que existe desde 1880 em Pinhal e por fim, a Câmara de São Bento do Sapucaí  já que Santo Antonio do Pinhal por muitos anos pertenceu aquela cidade. A vontade de tornar real impulsionou os autores que encontraram inúmeras dificuldades no meio do caminho. “Não tivemos nenhum tipo de apoio ou incentivo financeiro para a realização deste projeto. Eu cheguei da Alemanha e aqui só tinha um fusquinha azul, meu até hoje e que nos levou em todos os locais”, lembra Zildo.

Um dos documentos mais importantes encontrados foi o atestado de um padre, da época, que dizia que em 1855 já existia uma capela. O acesso ao livro tombo da Igreja Católica, onde fica anotado pelo padre responsável, absolutamente tudo o que acontece dentro da Paróquia, foi extremamente importante para a ligação dos fatos . “Nele encontramos os nomes e sobrenomes de pessoas que viviam na cidade além de situações que foram uteis para religarmos alguns pontos”, afirma.

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A Paróquia de Santo Antonio do Pinhal pertencia a Pindamonhangaba. Existe no arquivo histórico Valdomiro de Abreu documentos com registros que foram fundamentais para que o livro tornasse realidade. “Conseguimos a permissão para a pesquisa e fomos cruzando as informações até o lançamento em 2009 com 132 páginas. Todo o trabalho foi dividido, o Zé ficou com toda a parte da digitação e eu fiquei com a diagramação”, conta o co-autor.

No entanto após o lançamento , os autores receberam uma quantidade de informações muito maiores e que não poderiam ser desperdiçadas. O trabalho de apuração continuou e ganhou forma. O resultado poderá ser conferido ainda este ano quando o livro será relançado com 255 páginas. Apesar de não ter uma data oficial para o lançamento da obra, podemos afirmar que até o final de 2017.



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